31 de outubro de 2026

Nós vencemos de novo

 Por Sierra

 

Imagem: Mídia Ninja
Chegamos ao fim de mais um pleito eleitoral conseguindo eleger mais uma vez o presidente Lula. Toda a nossa mobilização em torno desse propósito valeu a pena. O presidente Lula agora é tetra!
 

 

Quem acompanhou tudo o que se passou neste país, nos últimos quatro anos, na esfera política nacional, tem pleno conhecimento de tudo o que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou, desde os seus começos, frente a uma oposição no Congresso Nacional tomada por um diuturnamente claro sentimento de aversão à pessoa dele, valendo-se de manobras, no mais das vezes até absurdas, para, só e somente só, derrubar e derrotar as pautas do governo, mesmo que isso significasse, essencialmente, penalizar toda a sociedade, especificamente os mais pobres.

Aqui e ali nós ouvíamos alguém dizer que era preciso pacificar o país em virtude da diferença pequena de votos que deram a vitória ao candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) no pleito de 2022. Mas que pacificação o quê, se os apoiadores de Jair Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), se mantinham ouriçados com o resultado das eleições e, estimulados pelo derrotado nas urnas, acabaram cometendo vários crimes durante o episódio de depredação, invasão e destruição que eles protagonizaram na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, algo sem precedentes na História deste país?!

Não foi nada fácil para o presidente Lula manter a governabilidade de sua gestão num clima de tamanha agitação promovido pela ala oposicionista do Congresso Nacional. Paralelo a isso, o país inteiro acompanhou a identificação, o julgamento, a condenação e a prisão de dezenas de indivíduos que agiram naquele 8 de janeiro na capital federal; e, além deles e de maneira igualmente inédita neste país, foram julgados, condenados e presos tanto o ex-presidente da República Jair Bolsonaro como alguns membros do alto oficialato das Forças Armadas que, segundo as investigações, planejaram não somente um golpe de Estado bem como o assassinato do presidente Lula, do seu vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O que se seguiu a isso foi a intensificação da oposição ao governo no Congresso Nacional, resultando em algumas votações desfavoráveis e contrárias aos interesses da gestão do presidente Lula. Tais embates atingiram o ápice quando o então deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, viajou para os Estados Unidos com o fito de conseguir apoio do presidente norte-americano Donaldo Trump para tirar seu pai da prisão, mesmo que isso custasse - segundo as suas próprias palavras - deixar o Brasil num cenário de "terra arrasada", porque a única coisa que importava para ele era "se ver vingado". O resultado disso foi que o extrema-direitista Donald Trump decretou o que foi chamado de "tarifaço", um aumento considerável e injustificado das taxas de exportação de uma quantidade enorme de produtos que o Brasil enviava para os Estados Unidos. Como dizem que há males que vêm para o bem, o governo do presidente Lula não cedeu à pressão norte-americana e tratou de buscar outros mercados para os produtos nacionais, alcançando boas vendas. Em outra frente, o governo norte-americano puniu ministros do STF com a aplicação da Lei Magnitsky, mas isso não alterou a condição de presidiário de Jair Bolsonaro.

Com o advento do que viria a ser chamado de bolsonarismo  - uma versão muito piorada do extremismo político dito de direita - nas eleições de  2018, o debate político no Brasil entrou em convulsão; e os quatro anos do desgoverno de Jair Bolsonaro, em parte atravessado pela pandemia de covid-19, só fizeram pôr mais água na fervura dos mútuos ataques entre a esquerda e a direita; e a eleição de Lula, em 2022, provocou como que um surto psicótico na ala bolsonarista, que, além de contestar a lisura das urnas eletrônicas, fez o que pôde no Congresso Nacional e fora dele para prejudicar o governo do petista, mesmo que isso significasse portar-se contra pautas de interesse coletivo, principalmente para as classes menos favorecidas da sociedade.

Como se não bastassem as manobras, ataques e fake news que os bolsonaristas despendiam contra o presidente Lula, a oposição soube muito bem explorar as investigações em curso sobre supostas participações em lobbies feitos por Fábio Luiz, filho do presidente Lula; a chamada Máfia do INSS, um rolo de descontos não autorizados no dinheiro de aposentados e pensionistas; e, por fim, o igualmente muito divulgado caso do Banco Master, do ex-banqueiro e agora presidiário Daniel Vorcaro, que, como um rodo, saiu arrastando os nomes de fulano, beltrano e sicrano, uma megafauna que incluía, entre outros, políticos e membros do Judiciário, atingindo, em cheio, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, um inimigo figadal dos bolsonaristas, que vivem a culpá-lo pelas condenações e prisões de Jair Bolsonaro e de dezenas de seus apoiadores bisonhos e intransigentes, uma gente golpista que não aceita ser derrotada nas urnas.

O resultado da beligerância bolsonarista contra o governo do presidente Lula foi tamanha que, no primeiro turno das eleições deste ano, em que ele disputava principalmente com o senador Flávio Bolsonaro - outro filho de Jair Bolsonaro -, acabou ficando em segundo lugar e com uma diferença de mais de dois milhões de votos obtidos pelo seu adversário.

Parecia que iria ser a derrocada do presidente Lula, pois até os dados dos institutos de pesquisas para o segundo turno apontavam para  a vitória do senador que, apesar de possuir uma trajetória política marcada por práticas de delinquências e ações desabonadoras, contava com um grande sentimento antipetista que permanece vigente em parte de nossa sociedade.

Cantando de galo num terreiro largo, Flávio Bolsonaro já estava se comportando como se presidente da República ele já fosse, falando e posando cheio de si. Ocorreu que, ainda na noite em que foi divulgado o resultado do primeiro turno, alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, decidiram reagir a esse estado de coisas, considerando ainda o número elevado de senadores e de deputados federais que a extrema direita elegera, o passado antieducação que vigorou no desgoverno de Jair Bolsonaro e o fato de constar no plano de governo de Flávio Bolsonaro a retirada das universidades do Ministério da Educação, colocando-as no Ministério da Ciência e Tecnologia, que recebe menos verbas, eles saíram em passeata na noite chuvosa do dia seguinte. Foi o start. Foi a senha para que, em várias cidades do país estudantes e demais apoiadores do presidente Lula fossem para as ruas - eu mesmo estive no Recife, distante 47 km de onde moro, para participar de uma das mobilizações – a fim de tentar promover uma virada na votação.

Aconteceu também que o bolsonarismo não contava com a inteligência, a astúcia, a habilidade e a capacidade de mobilização, via redes sociais, da deputada federal eleita Ana Elisa e do deputado federal reeleito André Janones, um titã que foi o grande responsável pela guinada que a esquerda conseguiu obter naquelas redes então dominadas pelas narrativas bolsonaristas. A bem da verdade, o denominado Exército do Lula, formado por mais de 10 milhões de indivíduos que seguiam, pelo WhatsApp, as ordens de execução de tarefas  dadas pelo Comandante Janones, contou ainda com a colaboração de pessoas muito famosas – daqui e do exterior - que puseram suas caras nas redes sociais declarando apoio ao presidente Lula e defendendo uma ideia de país que deveria continuar alicerçada em fundamentos democráticos.

E o que se viu no último dia 25 de outubro, dia de votação do segundo turno, foi algo nunca antes visto na História deste país: pela primeira vez, desde a redemocratização, um candidato que perdera o primeiro turno, ganhou o segundo, derrotando o seu adversário - e com uma diferença de mais de 4 milhões de votos. Foi incrível. Espetacular. Emocionante. Arrasador. E que cenas foram aquelas, gente, de pessoas pegando ônibus, avião e embarcações para irem votar? E os tantos idosos chegando aos seus locais de votação? E a solidariedade de quem pagou passagens para que alguém fosse votar e a de quem levou, no seu próprio carro ou moto, os eleitores do presidente Lula para eles irem digitar o 13 nas urnas? Poxa, eu vivi para ver isso, eu vivi para ver toda essa mobilização em torno de uma ideia feliz de país com justiça social e democracia plenas. Foi emocionante demais.

Na noite do domingo passado eu senti uma das maiores emoções da minha vida. Nós vencemos de novo. Nós conseguimos derrotar uma ideia de país que era sombria porque eivada de ações contra a diversidade sexual, a pluralidade de pensamento, a liberdade de crença,  a defesa do meio ambiente, a soberania nacional e, principalmente, contra as políticas que visam o bem-estar de quem mais precisa de amparo social neste país.

Nós vencemos de novo!

Nós reelegemos o presidente Lula e fizemos história juntos com ele!

Viva a liberdade!

Viva a soberania nacional!

Viva a democracia!

24 de outubro de 2026

A festa dos 45 anos da Praça do Sebo do Recife

Por Sierra

 

Fotos: Arquivo do Autor
A festa dos 45 anos da Praça do Sebo teve um pouco de tudo: bolo, como não poderia deixar de ser, livros, cordéis, música, poesia, fotografia e vários encontros de pessoas que não conseguem viver sem praticar o exercício da leitura

 

No labirinto do universo urbano repleto de ruas, avenidas, becos e praças que compõem o bairro de Santo Antônio, no coração de parte do chamado núcleo primitivo do Recife, existe um lugar, um recanto, um espaço, um micromundo muito especial, em meio à selva de concreto, que é a Praça do Sebo - oficialmente batizada de Praça Liêdo Maranhão, homenagem a um dos maiores pesquisadores da cultura popular pernambucana que esteve na linha de frente quando das tratativas para a instalação dos boxes dos sebistas naquele espaço - que fica na Rua da Roda, onde existem também vários bares e restaurantes.


Parte da arquitetura que envolve a Praça do Sebo na Rua da Roda


A vereadora e poeta Cida Pedrosa ao lado de Severino Augusto, o mais antigo livreiro da Praça do Sebo 



O pessoal do Bloco Lírico Carnavalesco Cordas e Retalhos se preparando para animar a galera




O artista plástico Gogaii e o sebista José Ítalo


José Ítalo com Luiz Carlos, do Sebo Baleia




O artista plástico Toni Braga que ali, na hora feito caldo de cana, fez o desenho de uma ciranda pernambucana para mim


Duas gerações de sebistas: Luiz Carlos, do Sebo Baleia, e Elizeu Espíndola, do Seborreia Recife e do Coletivo Sebos do Capibaribe

Acredito que não haja sequer um bibliófilo, um pesquisador, um pai ou uma mãe que todos dos anos procuram obras didáticas e amantes dos livros, da leitura e das coisas do Recife que não conheçam e que nunca estiveram na Rua da Roda para garimpar títulos e mesmo de posse de uma listinha para tentar encontrá-los nos vários boxes de sebistas que integram um pedaço daquele chão que é como os primitivos pátios das igrejas, a exemplo de um dos pouquíssimos pátios do Recife que sobreviveram à fúria do progresso demolidor que abre passagens para os automóveis, que é o pátio da Igreja de São Pedro dos Clérigos: você percorre o labirinto do traçado urbano e, de repente, se depara com um espaço aberto cercado de prédios por quase todos os lados.




A escitora Ana Carolina Sobral e a sebista Cátia Sales; a Praça do Sebo como objeto de estudo e de geração de renda




Elizeu Espíndola e o poeta Samarone Lima












Particularmente eu guardo a lembrança de diversas idas aos sebos da Rua da Roda: vários dos livros que constituem a minha biblioteca foram adquiridos lá.

Oficialmente inaugurada no dia 26 de agosto de 1981, na gestão do então prefeito Gustavo Krause, a Praça do Sebo teve a festa de seus 45 anos de existência celebrada no último dia 29 de agosto; e eu, claro e como não poderia deixar de ser, fui até lá comemorar esse feito e me juntar a uma pequena multidão de escritores, leitores, sebistas, livreiros, pesquisadores, cantores, cordelistas, artistas plásticos e outros espécimes que não conseguem viver sem a boa companhia dos livros e que, por outro lado e de alguma forma, militam para que o centro do Recife continue vivo e pulsante apesar dos tantos fechamentos de estabelecimentos comerciais ocorridos nos últimos dez anos.


O escritor e cordelista Geraldo Valério






Trinca de ases: da esquerda para a direita, o multiartista José Rodrigues, o poeta Edson Ahut Wató e o professor e escritor Roberto Azoubel






A ação do valoroso Clube Filatélico do Recife com a emissão de um cartão-postal comemorativo ao aniversário da Praça do Sebo



A sebista Cátia Sales, uma guerreira que segue firme no seu ofício e na movimentação da Praça do Sebo



Na ensolarada manhã do dia da festa da Praça do Sebo eu fui me juntar a todos aqueles que reuniram forças para fazer o evento acontecer, como os sebistas Elizeu Espíndola e Cátia Sales.

Fazendo as vezes de mestre de cerimônia, Elizeu Espíndola, que levou a sua filha Zaila, conduziu o andamento da celebração à qual, entre outros, compareceram Roberto Azoubel, Cida Pedrosa, Gogaii, Ganjja, José Rodrigues, Valmir Jordão, Samarone Lima, Rennat Said, Gerson Ipirajá, Hélio Moura Filho, Emerson Pontes, Toni Braga, Luiz Carlos, Leonardo Klück, Adelbar Lima, Urariano Mota, Geraldo Valério, Fernando Serpa e José Ítalo.


Eu ao lado de Jacaré, o mais longevo sebista em atuação no centro do Recife







Não são só livros, não: na Praça do Sebo você encontra também discos de vinil, gibis, revistas e outras coisas mais



O Recife é a um só tempo a cidade da minha formação intelectual e o território que ampliou o meu entendimento de mundo e aguçou os meus interesses artísticos e culturais




Com Roberto Azoubel


O artista plástico Gerson Ipirajá e o escritor Rennat Said

Nos discursos que fizeram na ocasião, uns e outros se lembraram não somente de exaltar aquele pitoresco recanto da capital pernambucana, como também de pedir que a Prefeitura Municipal do Recife cuidasse melhor daquele espaço que, até onde eu sei, não existe nenhum outro sequer parecido com ele no Brasil.

Durante o evento foi que eu tomei conhecimento de que, dez anos atrás, fora lançado o livro Alfarrábios no coração do Recife: do sentido de espaço público à mediação cultural na Praça do Sebo (Recife: Editora Pé de Letra, 2016, esgotado), porque a sua autora, Ana Carolina Sobral, apareceu por lá e, junto com Cátia Sales, falou sobre a obra dela.


As meninas superpoderosas do Clube Fitalélico do Recife Marc´cília e Juliana Fink




As poderosa do Carnaval: Simone Gomes e Maria



O cartão-postal comemorativo da grande data


Hélio Moura Filho, cartofilista e filatelista, e o seu amigo 




Elizeu Espíndola e sua filha Zaila: se desdobrando em múltiplos afazeres, Elizeu vem mantendo firme o seu propósito de continuar movimentando a cena dos sebistas e livreiros do centro do Recife






O escritor e professor Roberto Azoubeel fez o lançamento de sua obra mais recente: Novos engenhos: ensaios e artigos de cultura contemporânea (2003-2025).

A Editora Tamnuatá também amrcou presença levando algumas de suas prublicações para lá.

O longevo e muito atuante Clube Filatélico do Recife marcou presença fazendo uma ação muito bacana: quem quis e se interessou, pôde enviar um cartão-postal comemorativo àquela celebração para quem desejasse.

O jornalista Leonardo Klück expôs para o público o processo de concepção de um documentário sobre sebos que ele estava realizando.

A professora Maria do Rosário, da Universidade Católica de Pernambuco, que realizara um trabalho com seus alunos de Letras e Pedagogia sobre os sebos, esteve lá com alguns deles para dizer da iniciativa. Registros fotográficos do trabalho intitulado "Os sebos como ecossistemas da leitura e formação de leitores e professores/as" foram expostos junto ao gradil da praça.


Sverino Augusto defronte ao seu boxe e vestindo a camiseta comemorativa




Divulgação do tabalho realizado sobre os sebos por alunos dos cursos de Letras e de Pedagogia da Universidade Católica do Recife


Parafraseando o slogan do Cinema São Luiz: ler é a melhor diversão







O cordelista Fernando Serpa que escreveu um um cordel especial para o dia da festa



Além do cartão-postal comemorativo, teve pegue e leve de livros; alguém também providenciou a feitura de uma camiseta alusiva à celebração - eu, que não sou besta, garanti a minha - e de um bolo que ficou uma graça: reproduziram até a estátua do poeta Mauro Mota, feita pelo Demétrio Albuquerque, que se encontra ali - próxima a uma árvore enorme e linda - e que integra o Circuito da Poesia.


Trocando livros que publicaram: Emerson Ahut Wató e Roberto Azoubel

A placa indicativa do estabelecimento da Praça do Sebo: um verdadeiro patrimônio cultural do Recife





De camiseta branca, o artista plástico Emerson pontes observa o movimento

O jornalista Leonardo Klück falando sobre a feitura do seu documentário que retrata a cena dos sebos



Do estande da Editora Tamuatá: "Oh! Bendito o que semeia, livros... Livros à mão cheia...", não é, Castro Alves?

E por falar em poesia, leitor, poemas foi o que faltou naquela festa que foi um dos grandes acontecimentos culturais havidos no Recife neste ano. Tendo Valmir Jordão à frente, fizeram uso do microfone, entre outros, Ceci Alencar, Fernando Chile e Cida Pedrosa.


O artista visual e tatuador Ganjja com suas pedras preciosas Gaby e Amanita


O cordelista Fernando Serpa, que fez um cordel comemorativo ao aniversário daquela praça tão amada, também foi ao microfone dizer os versos que escreveu.


Adelbar Lima, um grande amigo de longa data: que bom encontrá-lo lá!




Com o jornalista Leonardo Klück



As tais fotografias do trabalho dos alunos da Universidade Católica de Pernambuco




Os "Parabéns para você!" foram cantados com a companhia e o brilho do Bloco Lírico Carnavalesco Cordas e Retalhos. Uma coisa emocionante e muito linda.

Na sequência, a Praça do Sebo foi tomada pela sonoridade comandada pelo DJ Diego Drão.

Foi bom demais!


PS - Caso você tenha perdido a festa e ainda não conhece a Praça do Sebo, vá lá! Você vai se deparar com um pequeno mundo que vai lhe levar para outros mundos, porque os livros são verdadeiras máquinas do tempo.

Só mais uma coisa: saí do evento já depois das 13h - eu estava morrendo de fome - e, por isso, não vi outras apresentações musicais, como a do talentoso Canário do Império.